Editorial

A busca pelas crianças fora da escola

11 de Julho de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (TCE-RS) enviou às prefeituras gaúchas uma recomendação: que respondam ao questionário do Ministério da Educação (MEC) sobre a busca ativa por crianças com idade entre quatro e cinco anos fora da escola. De acordo com o órgão, o prazo para a adesão dos municípios termina na próxima sexta-feira. A iniciativa atende a uma solicitação do Grupo Atricon-IRB, e trata do acompanhamento da execução do Plano Nacional de Educação (PNE).

Os números justificam a preocupação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de dois milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola no país, o que corresponde a 5% dos indivíduos nessa faixa etária.

Além disso, auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apontou outro dado preocupante: quase metade dos 800 municípios pesquisados não adotou medidas para acabar com a exclusão escolar. Não fizeram, por exemplo, busca ativa e constante para monitorar quais crianças estão longe do colégio e passaram a depender exclusivamente dos pais pelo encaminhamento da matrícula.

A primeira meta do Plano Nacional de Educação estabelece que o Brasil deveria alcançar, há dois anos, a universalização das matrículas para aqueles com idades entre quatro e cinco anos. Mas, de acordo com a Pnad/2015, o acesso ocorreu a 90,5% dessa população.

Em Pelotas, com o objetivo de combater a evasão, a Secretaria de Educação e Desporto (Smed) passou a desenvolver esse ano o projeto Construindo Saberes. A finalidade principal é buscar os estudantes que se distanciaram da sala de aula e minimizar a distorção idade/ano. Num primeiro foco, o trabalho passou a ser feito em 17 educandários.


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