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Querem apagar a luz e ensinar no escuro as palavras de ódio

13 de Junho de 2018 - 08h23 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Em meio aos trabalhos acadêmicos e às pesquisas em trabalhos nas escolas de ensinos Fundamental e Médio, busquei identificar alguns conflitos que despertam a curiosidade de quem analisa a relação do aluno e da instituição de ensino. E, nota-se que o espaço destinado ao ensino-aprendizagem tornou-se um ambiente de pouco resultado. Ensinar passou a ser um trabalho árduo para quem busca fazer jus à profissão de professor.

Por outro lado, a indústria e o comércio insistem em afastar, do conhecimento, a grande parte dos jovens, se busca tanto quanto for o necessário para segurar as ferramentas que geram lucro.

Portanto, a ação de transmitir conhecimento nas escolas é enfraquecida por um apelo capital que grita mais alto. Assim, a educação se tornou a segunda opção dos jovens. Quando não há ofertas de emprego, eles migram para as escolas com a promessa de receber uma quantia, do Estado, para se manterem estudando.

Logo, a busca por conhecimento não é voluntária, tampouco verdadeira. Tornou-se obrigação dos governos em manter o jovem na escola, ou nas universidades.

E a educação deixou de ser a bússola da sociedade e passou a ser o centro gravitacional daqueles desocupados que o governo quer iludir.

As escolas e as universidades estão se tornando recantos dos excluídos, dos malucos e dos despreparados para a vida lá fora. Em grande maioria, os estudantes buscam as classes para fugir do desemprego.

Escondem-se por trás das paredes de instituições de ensino para se parecerem melhor preparados.

E não há a busca por conhecimentos, a luta é contra a sociedade. Esta maioria busca o diploma para superar os seus concorrentes na disputa por espaço social.

Para estes, o diploma irá aumentar as suas massas, eles dobrarão o espaço que ocupam e, por consequência, atrairão mais corpos para gravitar em suas órbitas. O conhecimento, por sua vez, é desprezível, como o tempo.

Em um tempo não muito distante, há cerca de 40 anos, os jovens recitavam poemas e discutiam os princípios da física, outros arriscavam a trazer das cordas de violões, as melodias.

Muitos conheciam a arte de pleitear os direitos sociais e lutavam contra ao abuso de autoridade. As ciências eram fundamentais para compreender o convívio social.

Este perfil social foi maleado por diversas forças positivas que os moldaram para lutar por justiça, e através dela, traçar um plano para buscar os três pilares da democracia: liberdade, fraternidade e igualdade.

No entanto, parece-me que atualmente a falta de conhecimento seja o vetor que mais provoca o desencadeamento de forças para combater a ordem social. Querem o desarranjo democrático para impor a vontade de calar, de atar as mãos do professor ao corpo, para que o giz não alcance a lousa. Querem apagar a luz e ensinar no escuro as palavras de ódio.


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