Editorial

A duplicação não pode parar

14 de Abril de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A mobilização das lideranças da Metade Sul do Estado pela continuidade e conclusão das obras na BR-116 terá um capítulo importante na próxima sexta-feira, quando ocorre o painel BR-116-Sul: duplicação urgente, a partir das 15h, na cidade de Camaquã, evento programado para o Teatro do Sesc. De Pelotas e da região devem participar autoridades e representantes de vários sindicatos.

O encontro voltará a discutir a promessa feita pelo governo federal, de tornar mais ágil e segura a ligação entre a capital Porto Alegre e a Zona Sul. Uma promessa não cumprida desde 2015, vale ressaltar, data prevista para a entrega do projeto.

O cenário atual na rodovia foi conhecido no final de março, quando o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Rio Grande do Sul (Dnit/RS), engenheiro Hiratan Pinheiro da Silva, falou à Frente Parlamentar para Acompanhamento das Obras e Defesa da Conclusão da Duplicação da BR-116.

Com cerca de 60% dos serviços executados, o trabalho está com 98,5% da sua extensão de 211,2 quilômetros, entre Guaíba e Pelotas, com algum tipo de atividade iniciada. Para 2018 estão garantidos R$ 99,5 milhões - são R$ 42,7 milhões da Lei Orçamentária Anual (LOA) da União e outros R$ 56,6 milhões de emendas parlamentares, liberado na totalidade no dia 20 de fevereiro. Mais de 20 passarelas também estão previstas em toda a extensão.

Ampliar a BR é uma questão estratégica à Zona Sul e diz respeito a todos os segmentos da sociedade. Do motorista comum que trafega com sua família ao caminhoneiro que transporta cargas entre uma cidade e outra, abastecendo as empresas. Uma luta conjunta, portanto, para ser abraçada pelos municípios. A vigília, as reuniões e a cobrança, por isso, devem continuar, até porque, o novo prazo continua distante. A previsão, agora, é de que a duplicação seja finalizada em 2020, mas tudo dependerá da disponibilidade orçamentária adequada.


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