Editorial

Indústria 4.0

13 de Fevereiro de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

O país precisa dar um passo rumo à indústria 4.0. O que é isso?, muitos leitores devem estar a se perguntar. Pois bem, a chamada indústria 4.0 é resultante da integração de diversos tipos de tecnologia em seu processo produtivo. Uma delas é a “internet das coisas”, por exemplo. Piorou? Sim, essa é mesmo a ideia: mostrar que há um mundo se descortinando debaixo de nossos olhos. Mundo que muitas vezes não vemos.

A internet das coisas, a grosso modo, é a rede de objetos com tecnologia capaz de coletar e transmitir dados. Poder-se-ia pensar em uma mesa conectada à internet que mostrasse notícias em tempo real enquanto o dono da casa toma café. Estamos no caminho, leitor. Muitas mudanças ainda virão.

Nesta semana, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou estudo nesta semana com sugestões de medidas a serem tomadas pelo Poder Público para garantir, estimular e apoiar a adaptação de empresas à indústria 4.0. De acordo com a CNI, “mais da metade dos segmentos industriais no Brasil ainda está pouco adaptada a esse novo paradigma.”

Uma das recomendações do documento para acelerar esse processo é criar o “Programa Nacional para Elaboração e Implementação de Plano Empresarial Estratégico de Digitalização”. A ideia principal da iniciativa, segundo a reportagem da Agência Brasil, é elaborar plano de auxílio às empresas para diagnosticar as necessidades de digitalização de suas plantas produtivas, bem como as estratégias e investimentos necessários à migração. “Ainda existe um desconhecimento sobre as tecnologias digitais. É importante que a empresa consiga visualizar quais têm maior impacto e consiga ver o custo-benefício disso. E com base nisso, poderia buscar apoio para implementação das tecnologias”, disse o diretor-executivo de Política Industrial da CNI, João Emílio Gonçalves.

No estudo, há a recomendação para se destinar recursos às empresas, bem como para a capacitação de técnicos e gestores. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa (Finep) são apontadas como as principais fontes financiadoras.

Ainda que o modelo não esteja definido, pensar nele seriamente é fundamental para que o país não perca o trem da história.


Comentários

Diário Popular - Todos os direitos reservados