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Construção de um mundo novo...

13 de Janeiro de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Neiff Satte Alam
Professor

Na sala de aula, junto aos pequenos seres com grande potencial, abrem-se poderosas janelas para a formação de pensadores quando exploramos a capacidade latente de nossos alunos em um mundo virgem a ser criado e recriado, a partir de um trabalho pedagógico, com construção de competências.

É importante esta reflexão quando nos aproximamos do início de mais um ano letivo.
A criatividade tem como ponto de apoio um potencial herdado, pois não somos “tábula rasa”, ao nascer trazemos um conhecimento armazenado em nosso DNA e que será estimulado a partir de um trabalho de aprendizagem, uma construção de conhecimento em que utilizamos várias peças de um monumental quebra-cabeça pedagógico: potencial genético herdado; visão pessoal do mundo circundante; aquisição de experiência casual ou orientada; absorção de informações; orientação na transformação de informação em conhecimento; ligação entre criatividade e imaginação.

Todas estas peças e mais algumas que surgirão nesta trajetória, nos encaminharão para uma ocupação mais e mais crescente na infinita consciência universal, consciência esta que abriga e abrigará todo o pensamento humano, cujo crescente aumento fará com que todas as inteligências, em processo de aumento seletivo e exponencial, busquem a unidade para uma formação integral homem/pensamento/consciência, o homem do futuro!

Sequência aleatória, mas esperada, desta evolução do homem em uma seleção natural com uma visão mais cognitiva do que biológica, onde a biológica somente será necessária para dar suporte à evolução do pensamento e da inteligência, interação necessária entre suporte biológico e avanço cognitivo.

Considerando que os nossos aprendizes de hoje deverão superar os mestres no futuro, é fundamental que os mestres estejam dispostos a preparar caminhos que talvez nunca trilhem, mas que serão as vias de acesso para novas conquistas: “A linearidade mecanicista do século 20 formou o homem com visão ‘não linear’ do século 21”.

É por ainda usar e abusar de um pensamento linear, reducionista, que a educação não consegue avançar no mesmo ritmo das tecnologias disponíveis, pois estas exigem visão não linear onde predominam complexidade e incerteza, ambas necessitam de uma urgente reforma no/do pensamento. O educador terá que modificar seu modelo e evoluir para um novo modelo (paradigma) onde o Homo complexus será verdadeiramente um “tecido” formado pelo H. fabres (dedicado ao trabalho), o H. ludicus (dedicado à arte, ao prazer e ao ócio), o H. sapiens (dedicado ao conhecimento, ao saber) e o H. demens (o lado demente do H. complexus).

É da intersecção de todos que surge o homem do novo século, o homem que irá ser causa e efeito da grande revolução na educação, que levará o complexo educacional aos patamares da “transdisciplinaridade”.

Os professores que conseguirem esta façanha constituir-se-ão em figuras essenciais à evolução do conhecimento e, por extensão, da própria humanidade, pois estarão ensinando a seus alunos os métodos de construção de conhecimento que estimulará o potencial para imaginar e criar um mundo novo para um novo homem, o Homo complexus...


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