Editorial

O pleito da fake news

06 de Dezembro de 2017 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

As eleições 2018 para presidente, governador, senador e deputados prometem ser um pleito regido pelas fake news (notícias falsas). Uma "praga" que se espalha sem controle nas redes sociais, é compartilhada por milhões de pessoas como verdade e causa grandes problemas a quem vê o nome envolvido a fatos irreais.

O caso, entre outros motivos, levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a criar grupos de trabalho para analisar medidas de segurança a serem adotadas e garantir a liberdade de voto dos eleitores. Devem participar dessas equipes representantes do Ministério da Defesa e da Justiça, do Gabinete de Segurança Institucional e da Procuradoria-Geral da República.

Das preocupações, destacam-se ainda a atuação do crime organizado nas eleições, do financiamento de campanhas à coação das pessoas na hora de votar. E, é claro, o fenômeno fake news. "Precisamos acompanhar essa situação nas várias eleições e preparar as nossas resoluções já voltadas para essa nova realidade", disse o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, ao lembrar de problemas nos Estados Unidos e na França, quando notícias falsas e difamação de candidatos foram distribuídas.

O tema voltará à pauta amanhã. O Tribunal Superior Eleitoral será sede do 1º Seminário Internet e Eleições, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Comitê Gestor da Internet. O evento irá discutir as novas regras do processo e a influência da rede mundial no pleito de 2018, em especial o risco das fake news e o uso de robôs na disseminação das informações.

De acordo com o órgão, o seminário será o primeiro de uma série que faz parte do Fórum Internet e Eleições _ promovido pelo TSE _, a Escola Judicial Eleitoral (EJE) e a Faculdade Mackenzie. Prosseguirá nos dias 12 e 13 de dezembro.

Tanta preocupação se justifica. Afinal, antes mesmo de a campanha ter início, vários pré-candidatos e políticos já precisam se preocupar em desmentir informações falsas a respeito de suas atividades. "Notícias" que chegam pelas redes sociais, são fixadas pelas pessoas como verdadeiras e multiplicadas instantaneamente.


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