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Doze respostas à tragédia

30 de Junho de 2018 - 09h06 Corrigir A + A -

Por Thaís Russomano

Inspirada pela Conferência de Yalta, a artista inglesa Angela Conner criou a obra intitulada Doze respostas à tragédia. Esse evento ocorreu em fevereiro de 1945, durante o qual os chefes de governo Roosevelt, Churchill e Stalin se reuniram para discutir como seria a reorganização alemã e europeia no pós-Guerra.

A escultura, situada na Yalta Memorial Garden de Londres, quase em frente à entrada principal do Museu Victoria & Albert, é formada por homens, mulheres e crianças, representados por 12 bustos em bronze, posicionados lado a lado, ligeiramente fundidos e colocados sobre um pedestal de pedra.

A homenagem é dedicada aos cidadãos da então União Soviética e outros países da Europa Leste que foram repatriados após a Guerra e que acabaram presos ou mortos pelos seus próprios governos.

Em 1980, Margaret Thatcher tomou coragem e aprovou a ideia da construção do memorial de Angela Conner. A oposição política no Parlamento foi intensa, uma vez que o monumento era visto como uma crítica aos governos britânico e de países aliados que estavam no poder durante e logo após o término da Segunda Guerra Mundial. A obra foi inaugurada em 1986.

Apesar de ter passado muitas vezes pelos arredores da Yalta Memorial Garden ao longo de anos, levei um bom tempo para me deter na homenagem de Angela Conner às vítimas inocentes de um dos mais traumáticos conflitos da História. Inegavelmente, a violência indiscriminada de uma guerra é uma tragédia que envolve todos os tipos de tragédia ao mesmo tempo. E a resposta emocional a isso Conner soube imprimir com maestria nas 12 faces de sua escultura.

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