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Em tempos de C opa

30 de Junho de 2018 - 09h04 Corrigir A + A -

Por Joari Reis

Na minha frente vejo as últimas folhas dos plátanos de nosso prédio caírem, anunciando o início do inverno. Está frio aqui no extremo sul, enquanto na distante Rússia, maior país do planeta, o solstício de verão anuncia o calor que irá aquecer as seleções que vão para os mata-mata decisivos.

A televisão tem proporcionado muitas observações durante os jogos. Dona de históricos monumentos, praças e catedrais, a Rússia tem muito para mostrar, porém, a TV pouco mostra. Instalada diante da Praça Vermelha, a emissora do SporTV só dá uma panorâmica. Sempre que fui à Europa vi os interiores de centenas de basílicas e catedrais. Não conheço a Rússia, mas esperava ver as sedes dos jogos, seus prédios, praças e igrejas, um convite ao turismo. Por que não mostrar? A minha curiosidade foi frustrada...

A Copa teve jogos emocionantes, e não foram poucos. Vimos crianças de colo, bebês dormindo nos braços das mães, vimos homens e mulheres vibrando, vimos gente derramando litros de lágrimas sentidas, vimos sorrisos fartos e pessoas vestindo as cores de seus países. Vimos o desespero dos iranianos e a beleza de suas mulheres. Se a equipe do Irã fosse tão boa como os diretores de seus filmes, que eu gosto demais e pouco consigo ver, o Irã ficaria nas finais. Portugal foi bem melhor e merecia ganhar...

Lançados como "dogmas do esporte", os árbitros de vídeo começam a ser questionados pelos especialistas. Suas decisões já recebem críticas. Não podemos esquecer que somos humanos e passíveis de erros. Então? Não haverá decisões perfeitas em disputas no futebol, nunca haverá...

A Copa vai continuar gerando falatórios e opiniões desencontradas. Sempre foi assim e continuará sendo. Esperamos pelo time do Tite na final... Se Deus e os árbitros de vídeo assim permitirem!

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