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Porto Memória

09 de Junho de 2018 - 10h50 Corrigir A + A -

Por Guilherme P. de Almeida - colunaportomemoria@gmail.com

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A draga de cimento armado Oyara, no parque de construções Costa & Boegh, ainda sem o maquinário (E). | O reboque de um dos caixões no canal São Gonçalo. Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Em 1936, novo abalo nas obras do novo cais do porto de Pelotas. Sob o título Desabou!, o jornal Diário Popular - noticiou, em sua edição de 12 de março daquele ano, o desmoronamento de um dos blocos de concreto que havia sido instalado. O desabamento ocorrera no dia 11, por volta das 18h, sem prejuízos humanos, mas com danos materiais estimados em 200 contos de réis.

Um dos blocos de concreto, medindo 20m, ruiu, tombando sobre o canal São Gonçalo, cujas águas invadiram o aterro da obra. Informações preliminares apontavam a pressão da areia no trabalho das dragas, em função do aterramento de um trecho de 40m entre o antigo paredão e os ditos blocos.

Procurados pelas reportagens do jornal e do vespertino A Opinião Pública, os engenheiros do escritório da firma Costa & Boegh, responsável pela execução, ponderaram ser necessário um estudo minucioso para dar uma palavra acertada quanto à causa da ruptura. Isso só ocorreria após a remoção e exame dos elementos construtivos envolvidos. O engenheiro Rodolpho Sommeregger, diretor da obra, dignou-se, porém, a especular, com base em sua experiência. Para ele, o problema poderia ter-se originado no lastro de pedra bruta no qual se assentavam os caixões. Com altura entre 2m e 2,5m, tal lastro poderia ter aberto uma fenda no caixão de concreto, quando este recebera o peso do aterro sobre si, numa consequência da diferença de compressão.

O técnico descartou a necessidade de modificação do planejamento, colocando que somente dando seguimento ao previsto no projeto é que poderia assegurar “as mais completas garantias”. Reforçou argumentando que os cálculos de projeto haviam sido realizados por profissionais capazes, além de terem sido revisados pelos engenheiros da Diretoria de Obras Públicas do Estado.

A reportagem também esclareceu que um caixão substituto já estava sendo construído, e que os trabalhos seguiriam a marcha normal. Retificou que os prejuízos atingiram a monta de 30 a 40 contos de réis, no máximo. Declarou que em cerca de 30 dias deveriam estar concluídos e entregues à atracação de navios 80 metros de cais iniciais, a partir da Estação Fluvial.

Porto hoje

Por Satoleo Press

OTROPORTO presenteia Tholl

A apaixonante história de amor retratada pelo Grupo Tholl no espetáculo Cirquin ganhou um portfólio audiovisual através de material produzido pelo Otroporto. O diretor do Tholl, João Bachilli recebeu o material que possibilitará apresentar aos contratantes dos espetáculos da trupe, uma mostra das suas produções. O material leva a assinatura da LO Moviemakers, que fez as gravações durante a apresentação do espetáculo Cirquin no dia 11 de março, no palco do Theatro Guarany. O vídeo contempla 80 minutos e conta com a direção de Marcelo Gafanha, produção de Alexandre Mattos e direção de fotografia de Alberto Alda. O Grupo Tholl é um dos coletivos que integram o Otroporto nas ações de revitalização da orla portuária - capitaneadas pela Sagres e CMPC Celulose Riograndense. Segundo Bachilli, a partir da iniciativa das empresas de financiarem um material audiovisual profissional, novas oportunidades começam a surgir no horizonte do Tholl.

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