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Crônica

Pães - Uma nova ordem familiar

13 de Maio de 2017 - 06h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Thaís Russomano

No passado, não muito distante, pais e mães tinham funções familiares e sociais bem definidas. Como provedores, os homens representavam o ganha-pão dos lares. Eram eles os trabalhadores que deixavam suas casas para cumprir o dever de trazer dinheiro (muito, de preferência!) para o sustento da família. Para a mulher, eram as funções de cuidar dos filhos, cozinhar, lavar, passar e arrumar o lar que preenchiam seus dias e compunham sua rotina.

Na cultura ocidental, no entanto, pouco a pouco, essas funções foram se mesclando, tornando-se progressivamente menos definidas, com a mulher juntando-se à força de trabalho masculina, redesenhando suas atividades sociais, buscando sua independência financeira e sua afirmação profissional.

Com essa nova ordem social, as mulheres, em especial as separadas, divorciadas, viúvas, mães solteiras, rapidamente, assumiram o papel de pai e mãe, numa atitude tão natural quanto heroica. Apelidadas de Pães, uma curiosa combinação de letras oriundas de duas palavras que, por séculos, possuíram significados tão distintos - pai e mãe.

Seria justo, porém, também conferir o mesmo apelido aos pais que assumem um papel maternal, antes confinado às mulheres, na criação de seus filhos. Os homens não ficaram imunes às modificações impostas por essa nova estrutura familiar. Também aos poucos, eles foram descobrindo formas diferentes de conviver com os filhos e interagir com atividades domésticas.

Talvez, num futuro próximo, o Dia das Mães e o Dia dos Pais se unifiquem no Dia dos Pães, onde mães e pais serão homenageados juntos - o dia que celebrará o amor incondicional dos progenitores e a gratidão indistinta de filhos e filhas.

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