Estilo
Crônica

Para falar delas

13 de Maio de 2017 - 06h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Laila Palazzo  -  lailapalazzo@gmail.com

Nesse final de semana, todos os holofotes e olhares estão voltados para um dos principais papéis de uma estrutura familiar: as mães. Protagonistas e elementos fundamentais para a geração da vida, as mulheres que assumem a maternidade muitas vezes são vistas como superpoderosas ou heroínas. E, de fato, se fizermos uma análise crítica do que é ser mãe, penso que esses títulos em alguns momentos lhe caem bem.

Carl Jung, dentro dos seus conceitos de arquétipos, traz a figura da grande mãe, aquela que é fértil, que tem a capacidade de gerar vidas, que traz para a relação com seus filhos a bondade, a proteção, a solicitude, a sabedoria intuitiva e o amor fraterno, mas ele também nos chama atenção para um outro lado da maternidade. Trata-se dos filtros que não só os filhos, mas a sociedade, utilizam quando falam ou analisam as mães, a figura santa, romântica e perfeita aos olhos de muitos que as veem.

Ainda não tenho filhos, mas percebo quanto pesa a exigência de ser perfeita enquanto mulher, esposa e mãe. É verdade que quem assume esse compromisso precisa sair de si e se entregar em totalidade para a maternidade, especialmente nos primeiros meses de vida do bebê, onde a fonte principal de sobrevivência vem da mãe. Acredito que depois de ter um filho, dificilmente a mulher volte a ser uma pessoa só. Porém, penso que o que não pode cair no esquecimento é que, acima de tudo, mães são humanas, são pessoas únicas que têm suas necessidades individuais e que, como qualquer pessoa, jamais serão perfeitas. Penso que assumir isso seja um ato corajoso e libertador, tanto para as mães quanto para os filhos.

Desejo a todas as mães um dia de amor pleno e verdadeiro ao lado dos seus filhos e filhas, com toda alegria e beleza que só a maternidade é capaz de nos presentear.

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