Estilo
Crônica

No máximo, o mínimo!

06 de Maio de 2017 - 06h00 Corrigir A + A -

Por: Thaís Russomano

O minimalismo tem suas raízes numa série de movimentos artísticos e culturais do século 20, no qual poucos elementos são utilizados como base de expressão.

Nele, o número de cores é bastante limitado, a arquitetura é simples e, caracteristicamente, as obras minimalistas costumam seguir uma forma simétrica de apresentação. Uma sofisticação contemporânea, segundo muitos.

Hoje, o minimalismo aparece também como um novo estilo de vida, uma maneira de se atingir a felicidade (e até a liberdade!) com menos - menos, mesmo! “O menos é mais”, já ironizava Robert Creeley, poeta norte-americano da Geração Beat. E o filósofo prussiano Immanuel Kant dizia: “Não somos ricos pelo que temos, mas sim pelo que não precisamos ter”.

Mas foi George Orwell que resumiu bem o consumismo que envolve, aprisiona e comanda a sociedade atual: “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”.

E por que esse ciclo funciona? A explicação está contida nas palavras de Érico Veríssimo sobre a necessidade que impulsiona o consumismo moderno: “O objetivo de consumir não é possuir coisas, mas consumir cada vez mais e mais a fim de que isso compense o vácuo interior, a solidão e a ansiedade”.

Dois defensores dessa nova forma de vida são os minimalistas Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus. Em palestras, blogs na internet, livros e documentários, eles explicam que o minimalismo não é focar em se ter menos, mas, ao contrário, em se ter mais - mais tempo, mais emoções, mais experiências, mais crescimento, mais contentamento, mais liberdade.

E eles concluem dizendo: “Ame as pessoas e use as coisas, porque o oposto, definitivamente, não funciona”.

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