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Porto Memória

13 de Janeiro de 2018 - 10h27 Corrigir A + A -
Panorama do Porto de Pelotas 
(Acervo: Guilherme P. de Almeida)

Panorama do Porto de Pelotas (Acervo: Guilherme P. de Almeida)

Por: Guilherme P. de Almeida

O primeiro núcleo fabril moderno, após o ciclo das charqueadas, formou-se na região do Porto de Pelotas. Inúmeras indústrias instalaram endereço à margem esquerda do Canal São Gonçalo, desde o antigo Passo dos Negros até as margens do leito original do Arroio Santa Bárbara.

• Dentre as fábricas de maior relevância, figuram a Cervejaria Sul-riograndense, de Leopoldo Haertel (1889); as fábricas de conservas Alliança (1904), de Leite, Nunes & Irmão e a filial da Leal Santos (1912) - com matriz na vizinha Rio Grande; a Fábrica Fiação e Tecidos Pelotense (1908), de Rosa e Perret; o(s) Moinho(s) Pelotense(s), o Engenho São Gonçalo, do Coronel Pedro Osório; entre outras.

• A consolidação deste núcleo fabril deu-se ao longo anos, após realizada a obra de desobstrução do Canal São Gonçalo. Contribuíram decisivamente também a instalação do ramal e da estação ferroviária fluviais na segunda metade da década de 1900, conectando com maior eficácia o recém-reformado cais do Porto à Estação Pelotas da Estrada de Ferro Rio Grande-Bagé (inaugurada em 1884).

• A existência, ainda que intermitente, de uma alfândega própria também foi muito importante para a operação dessas diversas fábricas, que usufruíam desta facilitação burocrática em sua logística de expedição de mercadorias, recebimento de maquinário e outros insumos.

• Anteriormente à existência dos armazéns de alvenaria de tijolos do Porto (inaugurados somente em 1933), grande parte das mercadorias era recebida a céu aberto. O trecho meridional da praça Domingos Rodrigues servia a este propósito, como uma extensão natural do cais.

Porto Hoje

Por: Satolep Press

Um projeto ousado e transformador mudou a história contemporânea do Porto de Pelotas. Após décadas de estagnação e subutilização, a associação de duas empresas, CMPC Celulose Riograndense e Sagres Agenciamentos Marítimos, deu início ao projeto de revitalização da área portuária com amplo investimento no potencial hidroviário gaúcho. A iniciativa contribuiu para colocar o Porto pelotense de volta na rota logística, atraindo novas oportunidades econômicas para a região. A implantação do Terminal de Toras deu luz a uma verdadeira revolução, aliando desenvolvimento econômico a ações de fomento social e cultural. A partir de 2018 a coluna Porto Memória contrasta as epopeias do passado com o empreendedorismo atual. O Porto de Pelotas está cada vez mais vivo e quinzenalmente abordaremos os passos dessa nova história. 

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(Foto: Nauro Junior)

 

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