Reconhecimento

Direto do Cirque du Soleil

Pelotense Renã Burkert assina contrato com a maior companhia circense do mundo

12 de Julho de 2018 - 13h34 Corrigir A + A -
Jovem de 26 anos realiza número de roda cyr no espetáculo

Jovem de 26 anos realiza número de roda cyr no espetáculo "Sonor" (Foto: Divulgação - DP)

Em sua trajetória, Renã participou do Grupo Tholl, fundou o  Sincronia e integrou show do Beto Carrero (Foto: Divulgação - DP)

Em sua trajetória, Renã participou do Grupo Tholl, fundou o Sincronia e integrou show do Beto Carrero (Foto: Divulgação - DP)

"Estou realizado", festeja Renã Burkert, o primeiro pelotense a integrar a renomada companhia Cirque du Soleil. O teste foi realizado em março, no Rio de Janeiro, com a participação de mil candidatos em várias categorias. Especialista em roda cyr, o acrobata local destacou-se entre os demais competidores, embarcando no último dia 23 para Hamburgo, na Alemanha.

Fazer parte do maior grupo circense do mundo é, para Renã, vivenciar um sonho. Importante não apenas pelo suporte financeiro, mas também pelo aprendizado constante e a valorização enquanto artista. "Aqui você evolui muito, aprende a todo momento, tem uma uma troca intensa", avalia a experiência.

O jovem de 26 anos acredita que a seleção ocorreu no Brasil justamente por buscarem o carisma brasileiro, que pode ser expresso em movimentos dotados de sentimento. "A gente não faz as coisas por fazer, faz com amor", comenta sobre um de seus diferenciais.

Estreia imediata
Renã assinou contrato de 11 meses para integrar o espetáculo Sonor, que se encontra em turnê a bordo do luxuoso transatlântico MSC Meraviglia. O cruzeiro circula por toda a Europa e, em poucos dias, o pelotense já passou por Alemanha, Islândia, Escócia e Noruega, de onde conversou via telefone com o Diário Popular. 

A rotina tem sido bastante puxada. São cerca de cinco horas de treinamento por dia, além de condicionamento físico e aulas de maquiagem. Sua estreia foi no dia 7 deste mês, com um número solo de roda cyr. Possui cinco minutos de duração e foi adaptado às técnicas do novo integrante da trupe. O diretor Michael Duffy veio do Canadá especialmente para esta criação. 

O acrobata também realiza, durante o espetáculo, participações em performances de dança e faz parte de cena na qual pratica caminhada lateral na parede, a quatro metros de altura, segurado por uma corda. 

A montagem, em sua opinião, é bem diferente dos projetos que se envolveu no Brasil. A temática, ao invés de adotar uma atmosfera lúdica, investe no contemporâneo, com ar de mistério, oferecendo destaque para as intervenções sonoras que provocam uma experiência sensorial. 

A produção ainda deve passar, somente no segundo semestre de 2018, por Irlanda, Suécia, Estônia, Rússia, Finlândia, Portugal, Espanha, Itália, França e Inglaterra. Por enquanto, não há perspectiva de retorno a Pelotas. Talvez após o término dos 11 meses de contrato, que pode ser renovado. "Tenho muito orgulho de entrar na história da cidade com um feito que sempre foi meu sonho", avalia.  

Histórico
Renã começou a carreira em 2002 como capoeirista, sendo convidado em 2007 por João Bachilli a fazer parte do Grupo Tholl, no qual permaneceu quatro anos. Chegou a desenvolver um projeto pessoal, o Grupo Sincronia, em que assumiu como diretor e coreógrafo. Em 2013 foi chamado para integrar o elenco de shows no parque Beto Carrero World. 

Ao longo desta trajetória, passou a dedicar seus números a um aparelho circular, feito de alumínio, com 1,7 metro de diâmetro. O artista agarra as bordas deste anel gigante e o faz girar, criando impressionantes movimentos pelo palco. Foi assim, com a roda cyr, que o pelotense chamou a atenção do Cirque du Soleil.

OS INCRÍVEIS 2

 


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