Solidariedade

Loja Vazia já recebeu mais de 3,5 mil doações

Peças infantis e roupas hospitalares, no entanto, ainda estão abaixo da média; iniciativa prossegue até o dia 20 de agosto

10 de Julho de 2018 - 19h17 Corrigir A + A -
As roupas são distribuídas pelo Banco Madre Teresa de Calcutá (Foto: Paulo Rossi - DP)

As roupas são distribuídas pelo Banco Madre Teresa de Calcutá (Foto: Paulo Rossi - DP)

A quarta edição da Loja Vazia completou 15 dias nesta terça-feira (10). Nas primeiras duas semanas, mais de 3,5 mil peças de roupas e cobertores foram doados. A iniciativa é voltada a tentar acabar com o frio do público carente, sendo distribuídos através do Banco Madre Tereza de Calcutá e parceiros. Até o dia 20 de agosto, é possível contribuir com a ação, que ocorre no Shopping Pelotas. O espaço fica aberto no horários de funcionamento do empreendimento, de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados das 14h às 20h.

Localizada em frente à praça de alimentação, a Loja Vazia traz um conceito de criar novos desafios a cada dia. Ao amanhecer, a loja está vazia, conforme sugere o nome. Ao longo do dia, as doações vão sendo feitas, sendo separadas conforme o tipo de roupa. Ao anoitecer, novamente, são guardadas e para no dia seguinte ter novamente o objetivo de arrecadar o máximo de doações para ajudar os mais necessitados a encarar o inverno rigoroso.

A coordenadora do Banco Madre Tereza de Calcutá, Maria Eulalie Fernandes, comemorou a grande quantidade de peças de qualidade sendo doadas neste ano. Jaquetas grandes, ponchos, casacos e cobertores vêm aparecendo cada vez mais. Ela acredita que o frio extremo do atual inverno tem estimulado a generosidade. "As pessoas estão muito sensibilizadas com o frio mais forte", frisou. Ainda assim, ela destaca o baixo número de doação de peças infantis e roupas hospitalares, como toucas, pijamas e camisolas.

Esta semana, a assistente social Elisa dos Santos aproveitou e, junto com os pais, doou várias peças de roupas. Motivada por sua profissão, afirmou já estar acostumada a ajudar em ONGs e na Secretaria de Assistência Social do município. "A demanda é grande. São muitas pessoas precisando de ajuda, não só governamental, mas também da comunidade. Basta querer ajudar", instigou.

Dentre as doações que chamam a atenção está a grande quantidade de ponchos. Mas além disso, outros itens se destacam, como o recebimento de uma bota ortopédica. O pedido veio de uma menina, de 13 anos, com câncer, segundo a coordenadora. Após solicitar ajuda da comunidade, a Loja Vazia recebeu o item, já entregue à adolescente.

Parceiros
De acordo com a coordenadora, algumas empresas estão tomando a iniciativa de realizar campanhas do agasalho para destinar à Loja Vazia. Uma empresa de artigos hospitalares forneceu mais de 1,2 mil peças. Um banco, 200. Até mesmo o gerente de um shopping carioca, em passagem por Pelotas, ficou sabendo da Loja Vazia e trouxe casacos.

O movimento católico Emaús, parceiro nas quatro edições, neste ano segue presente. Os jovens voluntariam-se, ajudando na coleta, cuidando da loja e até mesmo na distribuição. No primeiro dia da iniciativa, eles doaram 80 cobertores, item que segue sendo o principal procurado pelo grupo para ajudar nesta edição. Esta semana, a voluntária Marlene Furtado também aproveitou para ajudar nos cuidados da Loja Vazia. Acostumada a fazer campanhas do agasalho em escolas, onde trabalhou por 20 anos, ela destacou a importância de ajudar quem passa frio e, por isso, tirou o dia para receber as doações.

Doações já foram feitas
Algumas comunidades carentes já estão sendo ajudadas pelas doações iniciais. A comunidade São Vicente de Paula fez doações para moradores de áreas aos arredores do canal São Gonçalo. Quilombolas da Zona Rural também já foram contemplados. A paróquia do Laranjal e cabos da Brigada Militar também estão fazendo a distribuição para grupos carentes.

Segundo Maria Eulalie, além deles, outras pessoas podem contribuir. Basta procurar a Loja Vazia e explicar para quem será destinada a doação. A organização então irá avaliar se é possível. Ela explica que o objetivo, inspirado em Madre Teresa, é "ajudar, entre os pobres, os mais pobres". Por isso sempre há a preferência por públicos muito carentes, como o caso de uma família, da ilha da Torotama, com cinco filhos pequenos e ambos os pais doentes, que receberam um enxoval.

 


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados