Investigação

Médico preso por abuso sexual cumpre prisão domiciliar

Conforme a Superintendência dos Serviços Penitenciários, o profissional deu entrada na Unidade na última terça-feira e no dia seguinte já havia sido encaminhado para casa

09 de Julho de 2018 - 11h43 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Os crimes foram cometidos durante sessões de exame no consultório do profissional. Em um deles, realizado em março daquele ano, sob o pretexto de examinar os pulmões da vítima, ele segurou o seio da mulher, colocando-se atrás dela e a tocando de maneira inapropriada na sequência. No outro caso, em agosto, Soares novamente se posicionou atrás da vítima, encostou em seu corpo, segurou seus seios e determinou que respirasse profundamente. Nenhuma delas tinha grau algum de relacionamento entre si ou com o médico. (Foto: Polícia Civil)

Os crimes foram cometidos durante sessões de exame no consultório do profissional. Em um deles, realizado em março daquele ano, sob o pretexto de examinar os pulmões da vítima, ele segurou o seio da mulher, colocando-se atrás dela e a tocando de maneira inapropriada na sequência. No outro caso, em agosto, Soares novamente se posicionou atrás da vítima, encostou em seu corpo, segurou seus seios e determinou que respirasse profundamente. Nenhuma delas tinha grau algum de relacionamento entre si ou com o médico. (Foto: Polícia Civil)

Com informações do repórter Leon Sanguiné

O médico Dalmo Batista Soares, preso na última semana, em Rio Grande, por abusos sexuais cometidos contra pacientes, recebeu o benefício de cumprir prisão domiciliar. A medida se deu devido ao albergue da Penitenciária de Rio Grande (Perg) estar interditado desde o incêndio ocorrido em abril deste ano e que matou cinco presos. O local ainda não passou por reformas. 

Conforme a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), o profissional deu entrada na Unidade na última terça-feira e no dia seguinte já havia sido encaminhado para casa.  Segundo a Susepe, o detento que progredir do regime fechado para o semiaberto não pode permanecer na Perg e, por isso, é autorizado a cumprir sentença em prisão domiciliar ou por monitoramento eletrônico através da tornozeleira. Depois de quatro meses do incêndio, a elaboração do projeto de reforma do albergue está em fase final pelos técnicos da Susepe.

Soares foi condenado a quatro anos e três meses. Porém, ele ainda responde na Justiça por outros dois casos ocorridos em 2006 e 2016 contra diferentes pacientes.

Os crimes foram cometidos durante sessões de exame no consultório do profissional. Em um deles, realizado em março daquele ano, sob o pretexto de examinar os pulmões da vítima, ele segurou o seio da mulher, colocando-se atrás dela e a tocando de maneira inapropriada na sequência. No outro caso, em agosto, Soares novamente se posicionou atrás da vítima, encostou em seu corpo, segurou seus seios e determinou que respirasse profundamente. Nenhuma delas tinha grau algum de relacionamento entre si ou com o médico.

Em relação aos casos que ainda estão sendo investigados, consta em um boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil de Rio Grande o relato de uma vítima que afirma ter procurado atendimento em virtude de dores abdominais. Soares então teria orientado que ela tirasse a roupa íntima e a tocou na região genital. Ao fim da consulta, ainda teria pedido um beijo.

Dalmo Batista Soares está registrado como atuante em medicina do trabalho, mas tem também especialização em traumatologia e ortopedia. O médico atuava também no Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

Ele estava no interior do consultório, na rua Bacelar, centro do Rio Grande, onde seguia exercendo a profissão normalmente, quando foi preso pela Delegacia Especializada de Furtos Roubos Entorpecentes e Captura (Defrec). Soares alega inocência dos casos. 

 

 

 


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