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Interdição do PRP em pauta na prefeitura de Pelotas

Na segunda, uma reunião entre delegados discutiu estratégias e medidas que podem vir a ser tomadas na DPPA

12 de Junho de 2018 - 12h35 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Presídio. Unidade está sob interdição judicial desde a última quarta-feira. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Presídio. Unidade está sob interdição judicial desde a última quarta-feira. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

A prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) se reúne nesta quarta-feira (13), às 10h30min, com o juiz da Vara de Execuções Criminais (VEC), o Ministério Público (MP) e a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), para tratar da situação do Presídio Regional de Pelotas (PRP), interditado desde a última quarta-feira, devido à superlotação das galerias A, B, C e D.

Um dia após a decisão judicial, o titular da 18ª Delegacia de Polícia Regional (DPR), Márcio Steffens, solicitou ao magistrado a suspensão temporária da interdição, para que se possa buscar alternativas para o momento - já que os presos estão sendo custodiados na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Até o fechamento desta edição, porém, o juiz não havia decidido pela possibilidade.

Durante reunião com o secretário de Segurança Pública, Cezar Schirmer, Paula colocou a equipe de engenheiros da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) à disposição da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), para propor um projeto arquitetônico de melhorias das instalações do Presídio, cuja obra poderá ser executada pelo Mão de Obra Prisional (MOP).

Outra possibilidade apresentada foi a ativação da Central de Monitoramento Penitenciário da 5ª Região - anunciada em outubro do ano passado -, cuja estrutura física já foi implantada em Pelotas, no mesmo complexo do PRP, e que depende da instalação da parte lógica para começar a funcionar. Segundo a Susepe, no entanto, a Procergs pediu 60 dias para finalizar a implantação das redes.

As negociações acerca do local para a construção de um novo presídio e o encaminhamento da adjudicação de imóvel que irá abrigar o Centro de Reintegração Social da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), também pautaram a reunião.

Devido à interdição, as celas da DPPA acumulam presos. Na manhã desta terça seis detentos estão no local.

Reunião
Na segunda, o titular da 18ª Delegacia Regional esteve reunido com outros delegados para traçar estratégias sobre a situação de custódia na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento. Entre as medidas pautadas, mudanças estruturais no plantão até que a situação seja resolvida.


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