Presidência

Lula cita ex-prefeito de BH e filho de Alencar como vices ideais

PT lança pré-candidatura do ex-presidente e articula composição com partidos

08 de Junho de 2018 - 18h28 Corrigir A + A -
Em conversas com visitantes na Superintendência da PF em Curitiba , Lula articula composições (Foto: CJPress/Folhapress)

Em conversas com visitantes na Superintendência da PF em Curitiba , Lula articula composições (Foto: CJPress/Folhapress)

Por Folhapress

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem citado, em conversas, dois nomes do Sudeste que gostaria de ver na vaga de vice de uma eventual chapa do PT à Presidência.

As opções são indicativos de que o ex-ministro Jaques Wagner (BA) é o preferido de Lula para substituí-lo caso seja mesmo impedido de concorrer.

Como Wagner tem musculatura no Nordeste, um vice da região Sudeste buscaria expandir esse eleitorado. Os nomes citados são do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB) e do empresário Josué Gomes (PR).

Josué é filho do vice-presidente no governo de Lula, José de Alencar, morto em 2011. Por isso, sua indicação teria forte simbolismo. A escolha de Lacerda poderia atrair o PSB para uma aliança com o partido.

Essa configuração depende, no entanto, de uma articulação com o PSB e o PR. Além desses dois partidos, o PT inicia negociações com o PROS.

Se essa costura não prosperar, o PT poderá convidar Manuela D'Avila (PC do B) para compor a chapa, também na vice de Jaques Wagner.

Sonhando com uma aliança com o PSB para a corrida presidencial, o PT chegou a cogitar o nome de Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, para a vice. Nesse caso, o titular da chapa seria o ex-prefeito Fernando Haddad.

O PT deverá reafirmar, neste sábado (9), durante reunião do Diretório Nacional, a intenção de se aliar ao PSB, nem que seja necessário abrir mão de candidaturas aos governos estaduais.

Em Pernambuco, a ideia é convencer Marília Arraes a desistir da candidatura em favor da reeleição do governador Paulo Câmara (PSB).

Embora essa aliança seja considerada remota, petistas mais otimistas acreditam que o bom desempenho do PT nas pesquisas possa atrair o PSB, cuja direção está dividida. E pode até liberar seus candidatos nos estados.


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