Operação Dominus

Em coletiva, Waldomiro Lima diz ser alvo de perseguição

Vereador investigado por suposta compra de votos usando Minha Casa, Minha Vida diz que PF não o ouviu sobre a acusação

08 de Junho de 2018 - 16h20 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Vereador negou interferência na Secretaria de Habitação e disse que não foi ouvido pela PF  (Foto: Gabriel Huth - DP)

Vereador negou interferência na Secretaria de Habitação e disse que não foi ouvido pela PF (Foto: Gabriel Huth - DP)

O vereador Waldomiro Lima (PRB) disse na manhã desta sexta (8) que está sendo alvo de uma perseguição política. Ele é investigado por suposto envolvimento em compra de votos nas eleições de 2012 e 2016 usando como moeda de troca imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida.

Em entrevista coletiva no plenarinho da Câmara e acompanhado de assessores e do advogado, o parlamentar negou ter conhecimento do objeto da investigação da Polícia Federal e acusou adversários políticos de tentarem incriminá-lo para prejudicar sua pré-candidatura a deputado estadual.

Waldomiro se defendeu da acusação de que teria participado de um esquema para indicação de beneficiários de imóveis populares para obter vantagens eleitorais. Afirma que foi surpreendido por agentes federais que vasculharam sua casa em busca de papéis relacionados a políticas habitacionais, mas que não foi informado do motivo da operação.

“Em nenhum momento a polícia falou. Perguntei ao delegado o que estava se passando e ele disse que não poderia relatar e com o tempo eu ficaria sabendo”, disse. Waldomiro relacionou a ação da Operação Dominus em sua casa e gabinete a interesses políticos. No entanto, se negou a dar nomes. “Tentaram me caluniar e prejudicar”, apontou.

Além de Waldomiro Lima, também é investigado pela suposta interferência na destinação de moradias o vereador Ademar Ornel (DEM), presidente da Câmara entre os anos de 2013 e 2016.

“Não sou delator”
Ex-secretário de Habitação e Regularização Fundiária entre 2015 e 2016, indicado por Waldomiro, Ivan Vaz também participou da coletiva. Ele negou ser alvo de investigação da PF e declarou não ter feito acordo de delação. A defesa de Vaz apresentou esclarecimentos à Justiça no caso envolvendo a distribuição de títulos de propriedade no Loteamento Dunas às vésperas da última eleição municipal.

“Não sou delator. Nunca delataria e não teria motivos. Nunca fui procurado por nenhum dos vereadores da cidade de Pelotas para fazer intervenção nenhuma”, declarou.


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