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Embaixada dos EUA em Jerusalém causa protestos

Segundo autoridades de saúde, pelo menos 41 pessoas morreram e 900 ficaram feridas durante os confrontos em diferentes pontos da Faixa de Gaza

14 de Maio de 2018 - 11h24 Corrigir A + A -

Vários protestos e confrontos entre grupos palestinos e forças militares insraelenses marcaram as horas que antecederam a abertura da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém - no dia em que o Estado de Israel comemora 70 anos de sua criação. Autoridades do setor de saúde palestina afirmam que pelo menos 41 manifestantes morreram e pelo menos 900 ficaram feridos em confrontos nesta segunda-feira (14) e no fim de semana. Manifestantes palestinos se reúnem em diferentes pontos da Faixa de Gaza e Cisjordânia e são repreendidos pelo exército israelense.

A cerimônia de inauguração deve ser às 16h no horário local. O presidente Donald Trump discursará na cerimônia desta segunda-feira por vídeo, e vai ser representado por sua filha, Ivanka Trump, e seu genro e assessor Jared Kushner.

Cerca de 800 pessoas devem participar do evento, incluindo uma delegação de congressistas. A mudança da embaixada reforça a posição do governo Trump, que em dezembro do ano passado, reconheceu Jerusalém como a capital de Israel. Essa postura revoltou o mundo árabe, especialmente os palestinos. Para quase toda a comunidade internacional, e inclusive para as Nações Unidas, a capital israelense é Tel-Aviv. Os palestinos reivindicam a parte oriental de Jerusalém para um futuro estado independente da Palestina.

A delegação norte-americana chegou na tarde de domingo e foi rececida pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que elogiou o presidente Trump. Não há previsão de uma reunião entre a delegação norte-americana e palestinos durante a viagem. Grupos radicais islâmicos, como o Hamas, prometem manifestações intensas hoje e nos próximos dois dias, na chamada "Grande Marcha de Retorno".

De acordo com a agência de notícias Reuters, o premiê palestino, Rami Hamdallah, disse que o reconhecimento de Trump de Jerusalém como a capital de Israel em dezembro e a transferência da representação são “violações escandalosas da lei internacional”.

Com informações da Agência Brasil e Agência Reuters


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