Polo Naval

Vereador de Rio Grande denuncia Petrobras ao MP por desperdício de dinheiro

Benito Gonçalves, que também preside o Sindicato dos Metalúrgicos, pediu ao TCU que embargue imediatamente o desmanche da P-72

09 de Março de 2018 - 14h33 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

Bancada gaúcha esteve reunida com a ministra do TCU, Ana Arraes. (Foto: Reprodução)

Bancada gaúcha esteve reunida com a ministra do TCU, Ana Arraes. (Foto: Reprodução)

Atualizada às 18h27min

O vereador e presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Rio Grande (Stimmerg), Benito Gonçalves (PT), esteve em Brasília para denunciar o presidente da Petrobras, Pedro Parente, ao Ministério Público Federal (MPF).

Ele pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma investigação sobre o desperdício de dinheiro público gerado após o cancelamento unilateral do contrato de construção e montagem de duas plataformas de exploração de petróleo, a P-71 e a P-72, em Rio Grande.

O sindicalista quer a paralisação imediata e total do corte das chapas das estruturas que estão sendo vendidas como sucata. O volume seria de 80 mil toneladas de peças e aço.

"A Petrobras está cometendo um crime de lesa-pátria, uma vez que irá comprar casco zerado da China para a conclusão da P-71 no Espírito Santo, sendo que 60% da estrutura está pronta no dique de Rio Grande", denunciou o vereador.

Em 2017, a estatal anunciou o desinteresse nas plataformas - sendo que a P-72 estava com 70 dos 73 blocos prontos -, e agora fecha contrato com uma empresa chinesa para construção destes cascos. "É pagar duas vezes pelo mesmo serviço", critica Benito direto de Brasília. 

Gonçalves lembra que no auge do Polo Naval, 24 mil operários movimentavam os estaleiros da cidade, enquanto hoje são o número não passa de 400, com contínuas demissões. Na quinta-feira, desempregados da indústria naval bloquearam dois pontos da BR-392 em protesto

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Petrobras para falar sobre o assunto, mas até esta publicação não recebeu retorno.


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