Cenário

Avanço na economia esbarra na incerteza política do país

A análise é do economista da Federação do Comércio de Bens e Serviços RS, Thallys da Costa, na palestra de posse da nova diretoria do Secovi Zona Sul

03 de Março de 2018 - 22h00 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Expectativas. Economista Thallys da Costa mostrou sinais da pequena reação em 2017. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Expectativas. Economista Thallys da Costa mostrou sinais da pequena reação em 2017. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

As perspectivas otimistas para o país acabaram não se confirmando em 2017 - pelo menos na velocidade esperada, lembrou o economista da Federação do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio) gaúcha, Thallys da Costa, na palestra de abertura da solenidade de posse da nova diretoria do Secovi Zona Sul - Sindicato da Habitação, na noite de quinta-feira.

As questões políticas, especialmente os escândalos, acabaram travando o andamento das reformas necessárias ao país, principalmente nas questões tributárias. Na sequência, as incertezas deste ano eleitoral contribuem para que o cenário pouco se altere.

O aumento de 1% no Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, depois de dois anos consecutivos de queda, sinaliza o caminho para um 2018 com melhor desempenho da economia nacional. Uma inflação de 2,95%, abaixo do piso da meta fixada, de 3%, em contraponto às anteriores de 11% em 2015 e de 6,3% em 2016, deram potencial de compra ao consumidor, junto com uma pequena reação no mercado de trabalho e na oferta de crédito, explicou Costa.

As safras recordes movimentam a área de logística e transportes. Para 2018, no entanto, a incerteza política, já a partir dos próprios candidatos que ainda estão em definição, mantém o país num clima de expectativas. O futuro econômico dependerá da linha de ação que eles estabelecerão para os próximos quatro anos.

Mas é certo que sem ajuste fiscal, o Brasil pode virar, num futuro próximo, “um Rio de Janeiro”, com insegurança para a população e incerteza para o funcionalismo público, alertou o economista.


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