Mudança

Contêineres devem sair de duas escolas em Pelotas

Prefeitura pretende construir 13 unidades entre as Escolas Piratinino de Almeida e Mário Meneghetti

20 de Abril de 2017 - 21h31 Corrigir A + A -
Smed garante que obras serão finalizadas ainda esse ano (Foto: Jô Folha - DP)

Smed garante que obras serão finalizadas ainda esse ano (Foto: Jô Folha - DP)

Modelo é usado há três anos pela rede municipal (Foto: Jô Folha - DP)

Modelo é usado há três anos pela rede municipal (Foto: Jô Folha - DP)

Após três anos, está um pouco mais próximo o fim da necessidade de contêineres para abrigar alunos das escolas municipais de Ensino Fundamental Piratinino de Almeida, no Areal, e Mário Meneghetti, no Getúlio Vargas. Tramitam na Secretaria Municipal de Educação e Desporto (Smed) projetos para a troca das estruturas metálicas por 13 salas construídas com alvenaria.

O secretário de Educação e Desporto, Arthur Corrêa, diz não ser possível afirmar com certeza quando terão início as obras, mas garante começo e finalização dentro de 2017. Na Mário Meneghetti, onde dois contêineres estão instalados, o processo está mais avançado, com projeto em fase de conclusão e licitação próxima - não há também uma data. Na escola serão construídas cinco salas e uma bateria de banheiros. Já na Piratinino de Almeida, que além de três contêineres tem um prédio em frente para aulas, serão oito salas - em uma delas funcionará um laboratório de Ciências - e dois módulos de banheiro. Na escola localizada no Areal o processo está menos avançado, se encontrando “em uma fase de detalhamento”, segundo o secretário.

Sobre os contêineres, que abrigam os alunos desde 2013, Corrêa afirma que não há um futuro decido até o momento, “sendo a única certeza a não utilização em outras escolas”. “Provavelmente funcionarão como depósito de documentação para alguma secretaria, mas como sala de aula não serão mais utilizados.”

Processo que se arrasta
O tempo deu casca à direção das duas escolas. Após três anos com alunos acoplados em estruturas frias e sem proteção contra o barulho, o otimismo se mistura com a desconfiança em relação à execução de qualquer projeto que termine com a necessidade de contêineres. “Desde o ano passado muitas e muitas vezes já vieram aqui, mediram o terreno, mostraram o projeto, mas as salas de lata continuam aqui e eu sinceramente acredito que seguirão”, comenta Bianca da Silva, vice-diretora da Mário Meneghetti, reclamando ainda do excesso de burocracia que emperra a realização das obras. A escola atualmente conta com 1.018 alunos - destes, 150, distribuídos em três turmas na parte da manhã e duas pela tarde, estudam em contêineres.

Cristina dos Santos, diretora da Piratinino de Almeida, acompanha a colega. “O processo se arrasta a cada ano sem nunca se concretizar, sempre com alguma novidade pequena. Somos a única escola com Ensino Fundamental completo do fim do Areal, então um aumento na nossa estrutura contemplaria todo o bairro. Se de fato esse projeto for concretizado, nossos problemas serão amenizados”, comenta. Estudam na escola 950 alunos, sendo 80 nas escolas de lata.


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