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Banda de rua com disco novo

Após rodar a cidade com o projeto Turnê pelas Calçadas, banda Ilusionismo Sonoro lança disco Xeque mate sem vaselina

20 de Abril de 2017 - 14h30 Corrigir A + A -
Quarteto faz show nesta quinta no Diabluras e sábado no Mercado Central (Foto: Paulo Rossi - DP)

Quarteto faz show nesta quinta no Diabluras e sábado no Mercado Central (Foto: Paulo Rossi - DP)

Não tem rotina a banda Ilusionismo Sonoro, formada por Serginho da Vassoura, Ricardo Antunes, Valéria Mendes e João Mansur. Após um ano em que rodou a cidade tocando nas mais diferentes calçadas, o grupo agora lança o disco Xeque mate sem vaselina, que mistura samba, brega e blues sempre tendo como condutor o rock. O show que apresenta o trabalho será no sábado (22), a partir das 21h, em frente ao café Bem Brasil, no Mercado Central. Desde as 16h, porém, Marquinhos Woodstock preparará o público com discotecagem, seguido por Dija Vaz.

Este é o segundo disco da banda e sucede o anterior, homônimo, com diferenças principalmente no que tange à produção. Enquanto o primeiro trabalho foi gravado em estúdio profissional, mas de forma apressada, com os olhos se dividindo entre instrumento e relógio que contava os minutos restantes antes de ter de pagar por mais horas, o álbum agora lançado foi posto em prática em espaço, batizado de Laboratório de Experiências Sonoras, construído pela própria banda na casa do vocalista Serginho da Vassoura, entre um feijão e outro, uma festa e outra.

Nas palavras de Ricardo Antunes, baixista, “a gravação foi feita de forma artesanal, mas inteiramente do nosso jeito”. A forma passou também pelo processo seguinte - mixagem e masterização. Responsável pela etapa, o produtor Zac Belver, do Estúdio Atrás do Cemitério, serviu ao mesmo tempo como uma visão exterior, crítica, e como alguém que entendia as intenções da banda, amigo que é dos membros já de outras calçadas.

Bruto
Dez canções compõem Xeque mate sem vaselina e passeiam por samba, brega e blues com a mesma facilidade, tendo sempre o rock como condutor principal. Segundo Serginho, quem ouvir as músicas terá contato com algo bruto. “A nossa música não permite muito a lapidação. A gente não ensaia, é mais conversa e comida. Para mim o ensaio e o show são iguais. E eu prefiro tocar na rua do que dentro de um quarto quente. As pessoas se prendem muito nos detalhes, é muita alegoria”, comenta.

Rua e luto
Não poderia ser em outro local o lançamento do disco que não a rua. Serginho diz até ter pensado na instalação de um palco, mas por fim optou pelo formato que tem acompanhado a Ilusionismo Sonoro desde a Turnê pelas Calçadas, durante o ano de 2015, em que o grupo peregrinou pelos bairros de Pelotas tocando assim, na mesma altura do público.

À época, quem tocava bateria na banda era Fronha, falecido no fim do ano passado vítima de atropelamento. Antunes relata que a tristeza atrasou o lançamento, mas no fim prevaleceu a vontade de terminar o projeto que o amigo começou. “Ele era a cola que juntava a banda e queria muito que as pessoas sorrissem com nosso disco”, comenta.

Pré
Quinta-feira (20), às 21h, no Diabluras Bar, ocorre show de pré-lançamento de Xeque mate sem vaselina. Fica na Félix da Cunha, 954.

Serviço:
O quê: lançamento do disco Xeque mate sem vaselina, da banda Ilusionismo Sonoro

Quando: sábado, a partir das 21h

Onde: Bem Brasil, no Mercado Central

Ingresso: entrada franca


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