Despedida

Morre aos 88 anos padre Mário Prebianca

Foi na madrugada desta quinta-feira; enterro está marcado para as 20h no Cemitério São Francisco de Paula

20 de Abril de 2017 - 08h12 Corrigir A + A -
Suas últimas atividades foram como capelão no Instituto Nossa Senhora da Conceição. (Foto: arquivo Kamila Alves)

Suas últimas atividades foram como capelão no Instituto Nossa Senhora da Conceição. (Foto: arquivo Kamila Alves)

Velório pela manhã aconteceu na capela do Instituto Nossa Senhora da Conceição (Foto: Paulo Rossi)

Velório pela manhã aconteceu na capela do Instituto Nossa Senhora da Conceição (Foto: Paulo Rossi)

Por Cíntia Piegas e Laura Marques

Atualizada às 14h13min

Pelotas despede-se nesta quinta-feira (20) do padre Mário Prebianca que morreu durante a madrugada aos 88 anos. O velório ocorre até ao meio-dia na Capela do Instituto Nossa Senhora da Conceição, na rua Barão de Butuí, 352, esquina Gonçalves Chaves, e depois segue para a Catedral Metropolitana São Francisco de Paula. A Missa de Encomendação está marcada para as 18h30min e o enterro às 20h, no Cemitério Ecumênico São Francisco de Paula.

De acordo com o atual vigário geral da Diocese, padre Carlos Rômulo Gonçalves e Silva, com o avançar da idade, o religioso passou a ter complicações de saúde que culminaram com sua morte às 4h30min desta quinta.

Aos 88 anos, o sacerdote mantinha sua vocação atuando com vigário geral até fevereiro deste ano, era diretor espiritual do Cursilho da Cristandade e do Movimento Família Cristã. Suas últimas atividades foram como capelão no Instituto Nossa Senhora da Conceição. Padre Mário era conhecido por sua calma ao falar, pela paciência e pela dedicação à vida religiosa. Ao longo de sua trajetória realizou milhares de batizados e celebrou centenas de casamentos.

"Ele era um padre fiel a Cristo e à Igreja. Tinha serenidade e firmeza nas suas posições e um profundo amor ao sacerdotismo", observou padre Rômulo, que ressaltou ainda o grande amor que o religioso tinha pela cidade de Jaguarão.

O arcebispo dom Jacinto Bergmann, que chegou no velório às 9h, relata que Prebianca "era de fato um grande homem e exemplar padre" e que a arquidiocese está muito agradecida pelos anos em que trabalhou na Catedral.

Os fiéis que frequentavam as missas da Instituição Nossa Senhora da Conceição também estiveram presentes. O servidor público Henrique Alam Silva, que desde criança esteve  próximo ao padre, afirma que "não houve homem mais pacífico que ele".

De acordo com uma das funcionárias da capela, que trabalhou por dez anos ao lado do capelão, Liliane Nunes, eram raras as vezes em que ele não comparecia às missas, "mesmo sentindo dores". Mário Prebianca se dedicou à vida religiosa por 61 anos.

Trajetória
O filho mais velho do casal Angelo Prebianca e Josefina Rizzon Prebianca nasceu em São Marcos, hoje São Marcos de Caxias, na serra gaúcha. Frequentou a escola primária, chamada na época de Linha Humaitá e aos 14 anos, por indicação do padre Henrique Compagnoni, tio avô de Chemello, veio estudar no Seminário Menor em Pelotas. Na época dom Antônio Zattera foi um dos grandes incentivadores para a escolha da vocação sacerdotal.

Na família, o irmão e mais cinco irmãs não seguiram a vida religiosa. Após concluir o ginásio e o clássico, foi estudar no Seminário Central, em São Leopoldo, onde fez o curso superior de Teologia e Sociologia.

No dia 9 de dezembro de 1956, padre Mário foi ordenado pelo bispo dom Antônio Zattera, na cidade natal de São Marcos. No dia 26 de dezembro começou a trabalhar em Canguçu. Na Páscoa de 1957, foi para Jaguarão assumir também a direção do Colégio Espírito Santo. Após dez anos, veio para Pelotas e permaneceu por um ano e meio, na Catedral São Francisco Paula e depois assume a direção do Seminário Menor por um ano.

Posteriormente foi para a igreja Sagrado Coração de Jesus (Porto), por dois anos e depois para a Catedral, onde ficou por 15 anos. Recebeu então o convite do bispo dom Jayme Chemello para ser o vigário geral da Diocese de Pelotas, onde exerceu a função por mais de 40 anos.


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