Sessão solene

MST ocupa plenário da Câmara nesta segunda-feira

No Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, representantes do movimento criticaram a concentração desigual da propriedade rural e a demora para regulamentar a questão agrária no país

17 de Abril de 2017 - 16h35 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Agência Brasil

Integrantes do MST vão à Câmara dos Deputados na data que marca o massacre de Eldorados dos Carajás (Foto: Reprodução/Facebook)

Integrantes do MST vão à Câmara dos Deputados na data que marca o massacre de Eldorados dos Carajás (Foto: Reprodução/Facebook)

Cerca de 150 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam nesta segunda-feira (17) pacificamente o plenário da Câmara dos Deputados. A entrada foi autorizada pela Polícia Legislativa. Eles participaram da sessão solene em homenagem ao Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária.

A data marca o dia em que 21 camponeses foram assassinados durante uma manifestação em Eldorado do Carajás, no Pará. O massacre, como ficou conhecido, ocorreu em 1996, e os responsáveis pelo crime ainda não foram responsabilizados.

Junto a alguns deputados e integrantes de diferentes instituições ligadas à defesa do direito de acesso à terra, os representantes do movimento criticaram a concentração desigual da propriedade rural e a demora para regulamentar a questão agrária no país.

Entre as principais reivindicações do movimento estão mudanças na Medida Provisória (MP) 759/216, que tramita no Congresso Nacional. A MP estabelece novas regras de regularização fundiária urbana e rural, inclusive na Amazônia Legal, e dispõe sobre a liquidação de créditos concedidos aos assentados da reforma agrária. O texto institui ainda mudanças nos procedimentos de alienação de imóveis da União.

Debate e alterações no texto
Defensores da reforma agrária afirmam que as mudanças deveriam tramitar como projeto de lei para ter mais tempo de debate e alterações no texto. Eles consideram que, da forma como está, a MP pode privilegiar a ação de grileiros (pessoas que ocupam terras ilegalmente, usando documentos falsos para comprovar a posse) e contribuir para o aumento do desmatamento de áreas preservadas.

Representantes do governo argumentam que a proposta pode desburocratizar o processo de regularização do uso de terra e imóveis da União.

Desde o fim do ano passado, a medida proposta pelo governo recebeu mais de 730 emendas, número que pode crescer até o próximo dia 20, prazo final para apresentação de sugestões ao relator da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Antes de ser analisada pela comissão mista de senadores e deputados, na próxima quarta-feira, a medida deve ser tema de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara.


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