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Férias só após a recuperação das aulas, diz Seduc

Documento elaborado por instituições de Pelotas sugeria parada de 30 dias no final de janeiro por conta do calor e falta de estrutura

13 de Janeiro de 2018 - 14h44 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Professores da rede pública estadual pediram à Seduc para que aulas parassem entre o final de janeiro e fevereiro por conta do calor (Foto: Gabriel Huth - DP)

Professores da rede pública estadual pediram à Seduc para que aulas parassem entre o final de janeiro e fevereiro por conta do calor (Foto: Gabriel Huth - DP)

A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) negou o pedido de férias a partir do final de janeiro encaminhado por dez escolas da rede pública estadual de Pelotas. O documento apontava a necessidade de uma parada nas aulas devido ao calor excessivo que tem feito nas últimas semanas, somado à falta de estrutura dos educandários para garantir conforto aos alunos.

Em reunião na tarde de sexta (12) em Porto Alegre entre representantes do Cpers e da Seduc, o governo reafirmou a posição de que as férias dos professores deverão ocorrer somente após o final do calendário de recuperação das aulas. Com a greve deflagrada pelos educadores gaúchos e que durou 95 dias entre os meses de setembro e dezembro, o ano letivo de 2017 na rede estadual está recém na metade.

Em comunicado enviado ao Diário Popular, a Seduc informou que “o secretário Ronald Krummenauer afastou qualquer possibilidade de se abrir uma excepcionalidade sobre o tema, tendo em vista que a maior parte das escolas do Estado ainda está recuperando os dias letivos prejudicados pela greve”.

A decisão não foi bem recebida pelo 24º Núcleo do Cpers, que defende o período de férias diante das altas temperaturas enfrentadas por alunos e professores e de problemas em escolas estaduais, como ausência de ar-condicionado, ventiladores e bebedouros estragados e abastecimento de água insuficiente.

O Cpers promete uma manifestação na segunda-feira (15), às 17h, em frente à 5ª Coordenadoria Regional de Educação. “É importantíssima a participação de toda a comunidade escolar para mostrar nossa indignação e buscar reverter esta decisão”, protesta Mauro Amaral, diretor do sindicato.

 

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