Grana

Entrando com o pé direito no orçamento de 2018

Segundo o economista Erli Massaú, o primeiro passo é fazer uma previsão de médio e longo prazo, calculando as receitas e levantando as despesas

31 de Dezembro de 2017 - 08h00 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Impostos: Despesa fixa, a conta do IPVA vem junto com o final de cada ano (Foto: Infocenter DP)

Impostos: Despesa fixa, a conta do IPVA vem junto com o final de cada ano (Foto: Infocenter DP)

Ao final de um ano e no começo de outro, é bastante comum ao consumidor fazer uma avaliação de seus gastos, principalmente depois de passado o Natal e às vesperas das férias. Gastos fixos como impostos da moradia e do carro, por exemplo, e com o material escolar costumam vir neste período do ano. E é de olho no orçamento da maioria dos consumidores que vale orientar sobre a necessidade de montar um orçamento para dar ou manter com equilíbrio as contas pessoais ou da família.

Segundo o economista Erli Massaú, o primeiro passo é fazer uma previsão de médio e longo prazo, calculando as receitas (os ganhos que serão obtidos) e levantando as despesas (os gastos), incluindo aí as contas vencidas. Para estas, é importante considerar a capacidade de pagamento, sem comprometer o das novas que vencerão. “O melhor é fazer um orçamento mês a mês”, explica Massaú, que faz um alerta. “É preciso transferir o saldo, seja ele positivo (o que sobrou) ou negativo (o que faltou) de um para outro mês”, explicou.

O que sobrou do 13º salário ou das férias deve servir para amortizar a dívida em uma negociação com o credor, dentro de uma análise sobre a capacidade de pagamento de possível parcelamento do saldo devedor. Massaú recomenda que seja evitado o crédito rotativo do cartão de crédito. “É uma bola de neve”, alerta. E se sobrar? Nestes casos, a poupança e o Certificado de Depósitos Interbancários (CDI) são boas opções, segundo o economista. No último caso, é necessário considerar as taxas de administração, que podem variar.

Incluindo moradia, alimentação, educação, transporte e saúde (nela, incluída os medicamentos), a elaboração de uma planilha não precisa ser sofisticada. Basta enumerar duas colunas: uma com as receitas e outra com os gastos, fazendo a soma de cada uma delas e comparando-as, verificando se houve sobra ou falta de recursos. Quando o orçamento é familiar, devem ser somados ganhos e despesas de todos os seus membros e se necessário, os filhos devem ser colocado ao par das dificuldades da família, diz Massaú.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados