Violência

Mortes nas rodovias da região aumentam 113%

Até 30 de novembro, 49 pessoas haviam perdido a vida; no ano passado foram 23 vítimas

01 de Dezembro de 2017 - 23h02 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

No último dia 20, uma idosa de 69 anos morreu em um acidente na BR-392 (Foto: Divulgação - DP)

No último dia 20, uma idosa de 69 anos morreu em um acidente na BR-392 (Foto: Divulgação - DP)

Um número preocupante: as mortes nas rodovias federais da Zona Sul em 2017 são mais do que o dobro registrado no mesmo período do ano passado. Até o último dia 30, 49 pessoas haviam perdido a vida nas estradas da região. Em 2016, o número de mortos era 23. A diferença representa aumento de 113% nos acidentes fatais. Em todo ano passado, 28 pessoas morreram nas estradas da Região Sul em decorrência de colisões.

O chefe da 7ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal (DPRF), Fabiano Góia, aponta para a imprudência, o excesso de velocidade e o consumo de álcool como as principais causas para o aumento das mortes. "Nós realizamos fiscalizações e ações, mas não podemos controlar a conduta e o comportamento das pessoas, isso não está ao alcance da PRF", disse o delegado ao afirmar que muitos acidentes poderiam ter sido evitados se os motoristas não tivessem agido com imprudência, negligência e imperícia.

Na última quinta-feira (30), dois jovens morreram na BR-392 após o condutor do Renault Clio perder o controle do veículo e colidir frontalmente com um caminhão que seguia no sentido Pelotas-Rio Grande. Os dois ocupantes do carro morreram na hora. Dentro do veículo, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontraram diversas garrafas de bebida alcoólica.

A BR-392 é uma das rodovias com maior incidência de acidentes com morte, segundo mostra relatório de estatísticas da PRF. Dos 49 óbitos, 35% aconteceram em trechos da estrada, principalmente, próximo ao município de Canguçu e na área entre Pelotas e Rio Grande. De acordo com o chefe da Delegacia, a redução dos acidentes devido à duplicação da rodovia não tem sido uma realidade. "Era para ter caído muito, mas as pessoas ainda não têm consciência de que não se pode circular em alta velocidade ou ingerir bebida alcoólica e depois pegar o veículo. Os números são, realmente, muito altos. Isso é uma preocupação nossa e da Superintendência da PRF", alertou.

Depois da BR-392, a 293, no Capão do Leão, é a que registra mais mortes no trânsito. Pelo menos dez pessoas morreram na rodovia. Após apelo de moradores, foram implantadas lombadas para que os motoristas reduzam a velocidade, mas, há pouco tempo, entre os quilômetros 10 e 15, houve mais uma vítima. "Embora tenha acontecido isso, a implantação das lombadas ajudou muito", considerou Góia. Acidentes com morte nas BRs 116 e 471, na Região Sul, ocorrem em menor número.

Outras informações
De 1º de janeiro a 30 de novembro, a Polícia Rodoviária Federal registrou 231 acidentes sem vítimas, 284 com feridos e 39 com mortos. Em 2016 foram 361 sem vítimas, 289 feridas e 22 fatais. Apesar de ter reduzido o número de acidentes, houve aumento - e muito - nas mortes. "A PRF vai continuar conscientizando os motoristas e alertando para os perigos, mas é fundamental que as pessoas pensem em suas vidas e nas de seus familiares antes de qualquer conduta irresponsável", finalizou Góia.


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