Mercado

Empresa profissional e familiar

Empresários fazem sucessão num trabalho conjunto entre pais e filhos

13 de Agosto de 2017 - 07h30 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Buscar conhecimentos é prioridade para Jorge e Marcelo Curi Hallal (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Buscar conhecimentos é prioridade para Jorge e Marcelo Curi Hallal (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Os ramos de negócios são diferentes e as exigências do mercado também,  mas a questão da qualificação deve ser prioridade, segundo os empresários que fazem a sucessão na empresa familiar, a partir de um trabalho conjunto entre pais e filhos.

Representantes da terceira e da quarta geração na empresa, o pai Jorge e o filho Marcelo Curi Halal dividem a administração do Hotel Curi, que completou 51 anos como um dos negócios da família, que está em processo de expansão para uma nova área: a das docerias.

“A gestão, que era amadora, agora tem que ser profissional”, aponta o pai, que precisou fazer uma troca de pessoal para acompanhar as novas ideias que Marcelo trouxe do curso completado  na Escola Superior de Hotelaria Castelli, na cidade gaúcha de Canela.

“Hoje, nós estamos treinando uma nova equipe”, conta Jorge, que tem o filho no hotel desde que ele tinha 14 anos. Com um planejamento estratégico até 2022, a gestão do hotel precisa de revisões constantes, reconhecem  pai e filho.  “Conseguimos alavancar muitos negócios. O mercado exige gestores”, diz o pai Jorge, citando o filho.    

“A revolução deve ser feita com calma. A gente tem que manter o que está certo e implantar algumas coisas. Porque se não der certo, o tombo é grande”, diz Cleiton Peres Reis, que está na empresa com o pai Cleiton Martins Reis, desde 2008.

Formado em Informática, o filho começou trabalhando no atendimento da Sulpar Ferragens e Utilidades para o Lar, antes de fazer a especialização que lhe qualificou para passar à área administrativa e financeira da empresa, que tem filiais em outras sete cidades gaúchas.

“Sempre trabalhamos juntos, mas a última palavra é do pai”, diz  o atual diretor administrativo da rede, que teve sua origem na cidade paranaense de Cascavel, em 1989. Pelo pai, o jovem de 38 anos sempre foi alertado: “Para trabalhar comigo tem que ter competência. Sempre deixei isso claro”.

Junto com os dois, trabalha Gleice Peres Reis, filha do fundador da empresa, que também atua na área administrativa e financeira. Para o pai, os dois vieram agregar novas ideias, como foi a abertura da loja da rua Marechal Floriano. “O caminho da empresa familiar é o profissionalismo”, diz o filho. Ao todo, a empresa gera 200 empregos.


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